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A cultura e o déjà vu!

Olá visionários!

Hoje é Dia do Trabalhador e, por isso, vou vos dar mais um exemplo de um trabalhinho de pesquisa.

O Tema é: Teoria das "Memórias" de outras fontes.

Essa teoria propõe que temos muitas memórias armazenadas que vem de diferentes aspectos da nossa vida, incluindo não apenas aquelas que resultam das nossas próprias experiências, mas as que resultam de filmes e quadros que vimos, assim como livros que lemos. Podemos ter memórias muito fortes de factos sobre os quais lemos ou vimos sem que realmente os tenhamos experimentado, e com o tempo essas memórias podem ser empurradas para o fundo da nossa mente. Quando vemos ou experimentamos algo muito similar a uma dessas memórias, podemos experimentar uma sensação de déjà vu.
Por exemplo, uma pessoa vê um filme em criança em que aparece um restaurante ou ponto turístico famoso e depois, quando é adulto visita o mesmo local. Sem se lembrar do filme, para esta pessoa o local parece ser muito familiar.

Para a semana há mais. Até lá tenham boas visões e não se esqueçam,
Ana Marta :D

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A Visão que é ATRASADA!

Processamento duplo

Uma outra teoria baseia-se no modo como nosso cérebro processa as informações novas e como ele as armazena em memórias de longo e curto prazo. Robert Efron testou uma ideia no Veterans Hospital de Boston, em 1963, que se mantém como uma teoria válida actualmente. Ele propôs que uma resposta neurológica atrasada causa o déjà vu. Como a informação entra nos centros de processamento do cérebro através de mais de uma via, é possível que ocasionalmente essa mistura de informações não ocorra em total sincronia.


Efron descobriu que o lobo temporal do hemisfério esquerdo do cérebro é responsável por classificar as informações que chegam. Ele descobriu também que o lobo temporal recebe duplicadas essas informações, que chegam com um leve atraso (de milissegundos) entre elas: a primeira vem directamente e a outra passa primeiro pelo hemisfério direito do cérebro. Se essa segunda transmissão tem um atraso um pouco maior, o cérebro pode classificar de modo errado essa parte da informação e fazer seu registo como sendo uma memória passada, porque ela já foi processada. Isso poderia explicar a súbita sensação de familiaridade.

Para a semana há mais.
Até lá tenham boas visões e não se esqueçam,
Ana Marta :D

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Teoria do Holograma

Olá visionários!
Hoje vou-vos falar de mais uma teoria, que explica o aparecimento de um déjà vu, que se designa Teoria do Holograma.

Esta é defendida pelo psiquiatra holandês Hermon Sno, que propôs a ideia de que as memórias são como hologramas, ou seja, nós podemos recriar uma imagem tridimensional a partir de qualquer fragmento do todo. Contudo, quanto menor o fragmento, mais confuso o quadro final. Para ele, o déjà vu acontece quando algum detalhe do ambiente onde estamos no momento (uma vista, som, odor, etc.) é similar a algum resquício de memória do nosso passado e o cérebro recria uma cena inteira a partir desse fragmento.

Outros pesquisadores também concordam que esse pequeno fragmento de familiaridade pode ser criado, originando a sensação de déjà vu. Por exemplo, uma pessoa sai para dar uma volta com um amigo num carro antigo do ano de 1964 e tem uma forte sensação de déjà vu, em que se lembra de andar nele em criança, mas não chega a lembrar que o seu avô tinha o mesmo tipo de carro. Logo, o cheiro, a aparência e a textura do assento podem trazer de volta memórias que essa pessoa nem sabia que existiam.

Para a semana há mais.

Até lá tenham boas visões e não se esqueçam,

Ana Marta :D

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Teoria do telemóvel ou da atenção dividida!

Olá Visionários!
Este é o último post do 2ºPeríodo =)

Como eu já tinha referido, num outro post, existem mais de 40 teorias para explicar o aparecimento de um déjà vu. Uma delas é a Teoria da Atenção dividida (ou teoria do telemóvel).

Esta teoria baseia-se em experiências como a do Dr. Alan Brown e da sua colega Elizabeth Marsh. Numa das experiências, eles mostraram fotografias de vários locais desconhecidos a um grupo de estudantes, perguntando-lhes depois quais é que eram os locais familiares. Mas antes de mostrar aos estudantes essas fotografias, eles projectaram instantaneamente as fotos na tela durante cerca de 10 a 20 milisegundos, tempo suficiente para o cérebro registar a foto mas não suficiente para o aluno percebê-la conscientemente. Nessas experiências, as imagens que tinham sido mostradas foram apontadas como as mais familiares.


Com base nestes resultados, Alan Brown propôs a teoria do telemóvel (ou atenção dividida), ou seja: quando estamos distraídos com alguma outra coisa, captamos o que está ao nosso redor mas não registamos de modo consciente. Depois, quando somos capazes de nos concentrar no que estamos a fazer, esses ambientes periféricos dão a sensação de já serem familiares para nós, mesmo quando não deveriam ser.

Espero que tenham uma óptima Páscoa, descansem muito e tenham boas visões,

Ana Marta :D

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"Déjà vunês"

Olá visionários!

Já estão perto as viagens de finalistas para muitos alunos do secundário! E já que estamos a falar de viagens, hoje o meu post é dedicada aos estrangeirismos relacionados com o déjà vu.


Abaixo estão os nomes para alguns dos diversos modos como a experiência déjà vu se manifesta:

déjà entendu - já ouvido
déjà eprouve - já experimentado
déjà fait - já feito
déjà pense - já pensado
déjà raconte - já narrado
déjà senti - já sentido, cheirado
déjà su - já conhecido (intelectualmente)
déjà trouve - já encontrado (estado com)
déjà vecu - já vivido
déjà voulu - já desejado

Neppe em 1981 sugeriu os seguintes termos adicionais:

déjà arrive - já acontecido
déjà connu - já conhecido (conhecimento pessoal)
déjà dit - já dito/falado (conteúdo da fala)
déjà goute - já degustado
déjà lu - já lido
déjà parle - já falado (acto da fala)
déjà pressenti - já sentido
déjà rencontre - já encontrado
déjà reve - já sonhado
déjà visite - já visitado

Nota: déjà rencontre parece mais adequado que déjà trouve para o já encontrado, porque relaciona-se especificamente com situações interpessoais.

Para a semana há mais. Até lá tenham boas visões e não se esqueçam,
Ana Marta :D

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Sabias que..?

Olá visionários!


És Curioso e gostas de estatísticas? Então prepara-te, porque este post é mesmo indicado para ti!Sabias que…?

-O déjà vu ocorre com alguma previsibilidade em distúrbios psiquiátricos importantes como a ansiedade, a depressão, distúrbios dissociativos e esquizofrenia?

-As ocorrências são mais altas em pessoas entre os 15 e os 25 anos de idade?

-A maioria dos pesquisadores concorda que as experiências de déjà vu diminuem com a idade?

-A ocorrência é maior naqueles que recebem um ordenado superior, que viajam mais, que são politicamente mais liberais e com alto nível educacional?

-A imaginação activa e a habilidade de recordar sonhos também têm sido algo comum entre pessoas que relatam experiências de déjà vu?

-Alguns pesquisadores também relataram que quanto mais cansada ou stressada está a pessoa, maior a probabilidade de experimentar um déjà vu? (No entanto, não consensual porque existem outros pesquisadores que defendem exactamente o oposto.)

Para a semana há mais. Até lá tenham boas visões e não se esqueçam,

Ana Marta :D

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"Déjà vu" Vs Sonhos proféticos

Caros visionários:




Em resposta à Sara, que me questionou se haveria alguma explicação para o facto de os sonhos dela serem profecias e, apesar de eu não ser nenhum Freud, segundo as minha pesquisas, é de notar que:

1º- Não se pode confundir:
a) déjà vu (que é a sensação de que se já vivenciou um determinado momento) com sonhos proféticos (em que as pessoas sonham com uma determinada realidade que posteriormente se concretiza).
b) sonhos proféticos com a interpretação de sonhos, isto é, a maioria dos sonhos não fazem sentido e nós é que “criamos um fio condutor” que origina uma história real e concretizável.

2º- Às vezes sonhamos com uma determinada coisa que gostaríamos que acontecesse e depois fazemos tudo para que ela aconteça. E, assim, o sonho concretiza-se. Há quem designe estas visões como “sonhos de ansiedade” ou “desejo de concretização”.

3º- Outras vezes, não temos consciência dos nossos desejos ou medos que só são posteriormente revelados nos sonhos. Acabando mais tarde por se concretizar essa realidade desejada ou temida.

4º- Podem também ser coincidências.

5º- A ansiedade, o stress e as depressões aumentam a probabilidade de ocorrência de erros no processo de memorização.

No entanto, alguns pesquisadores, incluindo o cientista suíço Arthur Funkhouser, acreditam que os sonhos precognitivos são a fonte de muitas experiências de déjà vu. (Mas não passa de uma teoria entre dezenas). Pode ser o caso da Sara ou não.

Essas teorias não são conclusivas. Na realidade estes fenómenos ainda não são simples de explicar.Vamos acreditar na evolução da ciência.

Espero ter sido útil não só para a Sara como para todos os visitantes.
Para a semana há mais. Até lá tenham boas visões e não se esqueçam,
Ana Marta :D

Classifiquem o vosso déjà vu!

Olá mais uma vez!
Já sabem classificar os vossos déjà vu’s?

Pois é, olhando amplamente para as pesquisas e fontes disponíveis, podemos dividir o déjà vu em duas categorias:


Déjà vu associativo
- É o tipo mais comum de déjà vu experimentado por pessoas normais e saudáveis.
- As pessoas vêem, ouvem, cheiram ou experimentam algo que desperta uma sensação que elas associam a algo já vivenciado.
- Muitos pesquisadores defendem que este é uma experiência baseada na memória.

Déjà vu biológico
- Tem uma alta ocorrência em pessoas com epilepsia do lobo temporal.
- Alguns pesquisadores defendem que, neste tipo de déjà vu, a pessoa que o experimenta pode acreditar que já passou exactamente por aquela situação, ou seja, não tem apenas uma sensação.


Nota: O déjà vu ocorre com alguma previsibilidade em distúrbios psiquiátricos importantes, como a ansiedade, a depressão, distúrbios dissociativos e esquizofrenia.

Para a semana há mais. Até lá tenham boas visões e não se esqueçam,
Ana Marta :D

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Os "crónicos" do déjà vu!

Olá mais uma vez!

Já ouviram falar de déjà vu crónico? Pois é, existem psicólogos do Leeds Memory group que estão a trabalhar com pessoas que sofrem deste fenómeno.

Chris Moulin (um neuropsicologista) encontrou ‘pacientes’ de déjà vu numa clínica de problemas de memória: “Nós tínhamos uma referência muito peculiar de um homem que disse que não valia a pena visitar a clínica porque ele já lá tinha ido, embora isto fosse impossível.”. O paciente, não só acreditava que já tinha conhecido Moulin, como deu detalhes específicos dos dias e sítios desses encontros.

O déjà vu evoluiu de tal maneira que ele deixou de ver televisão – até os noticiários – porque lhe pareciam ser repetições, e até acreditava ouvir o mesmo pássaro a chilrear os mesmos sons, na mesma árvore, todas as vezes que saía à rua. Os pacientes de déjà vu crónico não são simplesmente afectados com uma sensação de familiaridade com novas experiências, como também fornecem justificações complexas e plausíveis para defendê-lo. “Quando a esposa deste paciente em particular lhe perguntou o que ia dar a seguir num programa de televisão que ele tinha dito já ter visto ele respondeu ‘como é que eu hei-de saber? Eu tenho um problema de memória!’” disse Moulin.

Moulin acredita que um circuito no nosso lobo temporal é activado quando recordamos o passado, criando a sensação de lembrança, mas também uma sensação de recordação – a sensação de nós próprios no passado. Numa pessoa que sofra de déjà vu crónico, este circuito encontra-se constantemente ligado, criando memórias onde elas não existem. Quando eventos novos são processados, eles são acompanhados de um sentimento forte de lembrança.


Espero não estar a ser "repetitiva", ou seja, a não provocar déjà vus.
Para a semana há mais. Até lá boas visões e não se esqueçam,
Ana Marta :D

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Já viram isto alguma vez? Pode ser um Déjà vu!

Olá outra vez!
Nas próximas semanas irei abordar o tema: Déjà vu. Já ouviram falar disto alguma vez? Pois bem, eu neste momento estou com a sensação que já vos falei nisto. Mas na realidade é a 1ª vez.

Tal como já vos aconteceu (de certeza) estarem a conversar com um amigo e de repente terem a sensação de já terem tido aquela conversa antes, embora saibam que isso, na verdade, não tenha ocorrido. Ou, estarem a entrar num sítio pela 1ª vez e no entanto este ser-vos familiar.

O Déjà vu consiste nisto mesmo. É um termo francês que literalmente significa "já visto" e consiste numa reacção psicológica, na qual ficamos com a ideia de que já se esteve naquele lugar antes, já se viu aquelas pessoas, já se teve aquela conversa, etc. …

De 60 a 70% das pessoas admitem ter tido esta sensação pelo menos uma vez na vida. Há cerca de 40 teorias sobre o que é déjà vu e as suas causas. No entanto só irei referir algumas delas.

Espero ser útil.
Para a semana há mais. Até lá boas sensações e não se esqueçam,

Ana Marta :D

PS: Se quiserem partilhar as vossas experiências envolvidas neste fenómeno seria muito interessante. Para isso, deixem o vosso comentário, que é sempre gratificante para todos nós.

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Mente confusa

Aos sábados, serei eu a responsável por postar artigos e curiosidades sobre algumas “partidas” da nossa memória. Estas devem ser encaradas com grande responsabilidade. Segundo Luis Buñuel, um cineasta que escreveu o livro O Meu Último Suspiro, “a nossa memória é a nossa coerência, a nossa razão, o nosso sentimento; sem ela não somos nada”. Se não tivéssemos qualquer tipo de memória, provavelmente, não teríamos uma identidade própria, ou seja, deixaríamos de ser simplesmente humanos.
Assim, o meu objectivo, ao participar neste blog, é esclarecer-vos melhor sobre algumas destas “partidas” marotas e traiçoeiras, tais como: a amnésia, o déjà vu, o jamais vu e o esquecimento.
A primeira grande “partida” será dedicada à amnésia. Espero que gostem.

Não se esqueçam e até lá, uma boa semana.

Ana Marta :D

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Pensa amigo !

Às vezes pões-te a pensar: "Eu devia era ter um computador melhor do que aquele que tenho, aí um de 500 GB de disco e 3 GB de Memória Ram". Melhor do que aquele que tens? Há melhor que o teu cérebro? Existe máquina mais poderosa, com um poder de armazenamento ilimitado? Não, não existe. Uma máquina que , comparável a um computador, por vezes é por nós subvalorizada, levando-nos a deixá-la de parte. E isso, é correcto?Não. A resposta é clara e unânime? Sim. Achas que o teu cérebro é incapaz trabalhar como deve ser? Achas-te inferior a um Computador?

Para veres como estás enganado, dá uma vista de olhos pelo nosso blog, onde aprenderás a valorizar-te a ti e ao teu poder racional !

Frase da quinzena

"O esquecimento é maior que a morte, porque termina o que a morte começou."

Valter da Rosa Borges

"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez."

Friedrich Nietzsche




Os Esquecime

Os Esquecime, nasceram na Escola Secundária de Latino Coelho - Lamego. Vivem para mostrar ao mundo o quão fascinante é a nossa memória. Assim, diariamente, a Ana, a Beatriz, o Cristofe, a Inês, o João, a Mafalda e a Sara irão trazer-vos novidades sobre o trabalho de Área de Projecto.

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